Das raízes do Século XX, para luta de classe no Século XXI
Estamos no século XXI, porém a minha formação política social, a nossa construção universitária foi toda formatada com os valores desenvolvidos sociologicamente no Século XX. Portanto, no final do século XX, observamos muitos autores escrevendo nas revistas e nos jornais e com base, essas informações que tento ter uma visão das movimentações políticas dos agentes públicos e das ideologias neoliberais dos capitalistas do mundo. E entre esses textos, fundamentais nos seguintes autores, Alain Torraine, Noam Chomsky, Theotonio dos Santos, Doug Hellinger e Inder Kumar Gurjral.
Alain Torraine, teve um texto publicado no jornal brasileiro A Folha de S. Paulo, intitulado o Pacto humanitário. E neste texto ele expõe, uma ideia da Solidariedade e da Ação humanitária. O que ele dizia neste texto era que as formas vigente de solidariedade, muito onerosas para não afetar a fatores dos países, em razão dos preços relativamente altos. Isso conduz o espírito de solidariedade e duas novas chamadas.
A primeira consiste em transformar em emprego a ajuda aos desempregados. E é neste espírito que muitos países se empenham em baixar os encargos sociais que pesam sobre os empregos poucos, os mais expostos ao desemprego, substituindo os impostos extensivos a todas as classes de renda e não só aos salários. Ja na segunda forma de solidariedade, que assume uma importância cada vez maior, consiste em reconhecer a diversidade de crenças e práticas culturais, da mesma forma que aprendemos, ao deste século, a reconhecer os direitos sociais de várias categorias profissionais. Os direitos culturais consistem sempre em proteger as minorias. A democracia pela definição é a lei da maioria, mas exige, ao mesmo tempo, o respeito às minorias. Hoje,
Já em relação a ação humanitária ganhou corpo em nossa sociedade, num processo paralelo ao desemprego e à flexibilização do trabalho, nos países pobres, a ajuda de desenvolvido a medida das epidemias e da fome, da guerra que tornado cada vez mais dramática entre 1987 a 1993 e o numero de pessoas com rendas inferiores a 1 dólar por dia cresceu em 100 milhões. Hoje, a cifra já supera1,3 bilhões de pessoas.
E seria injusto porém criticar a ação humanitária. E ela própria é que lança um olhar severo crítico sobre as suas atividades reconhecendo que seus meios foram ineficazes e que suas ações serviram perversamente a um Estado autoritário e cita o caso da Etiópia.
Alain Torraine um sociólogo, diretor da Escola de alto Estudos em Ciência Sociais de Paris. Esse texto foi escrito em 3 de maio de 1998 na Folha de S. Paulo. E obvio que escolhi um fragmento para fazer os meus primeiros comentários.
O texto tem uma arguição sociológica importante quando trata da solidariedade e da ação pública em relação à miséria do mundo mas nunca deve esquecer que o mundo capitalista foi o fomentador da desgraça do mundo e o próprio país como a Etiópia passou por neo colonização, testas de ferro modelos políticos e sempre dentro de um marco o capitalismo o sistema em que cria-se uma miséria coletiva e acumula a riqueza de pouco.
E para colaborar exatamente com esse pensar observo o texto de Noam Chomsky chamado "Novos Senhores da humanidade, em que ele apontou que há uma nova ordem imperial que usa o o liberalismo de forma seletiva e gera no mundo mais pobres e mais ganhos para os poucos. E neste texto ele faz a seguinte menção neste fragmento escolhido "Tudo para nós, e nada para as outras pessoas" frase essa do liberal Adam Smith e segundo Chomsky ele tinha aproveitado ilusões para suas consequências.
Assim ele acrescenta que essa mão invisível, irá destruir a possibilidade de existência humana decente a não ser que os governos se esforce para impedir como tais consequências. Irá destruir a comunidade o meio ambiente e os valores humanos em geral.
E Chomsky acrescenta então que no período de Smith os senhores da humanidade eram mercadores e manufatureiros que eram os principais arquitetos da política do Estado. Porém em nossa época os senhores são, cada vez mais as corporações supranacionais e as instituições financeiras que dominam a economia mundial incluindo o comercio internacional num sistema no qual 40% do comercio estadunidense ocorrem no interior das empresas administrativas centralmente pelas mãos invisiveis que controlam o planejamento , a produção e o investimento.
E nisto o Banco Mundial informa que as medidas protecionistas dos países industrializados elaboram conforme as rendas nacionais do sul no planeta. Ou seja dos países em desenvolvimento sustenta o grande capital. E isto vale para aquele exemplo dado por Torraine.
E essas práticas juntamente com o Programa editados pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial já ajudaram a dobrar a brecha entre os países ricos e pobres desde 1960 e como transferências dos países pobres para os ricos já chegaram quatrocentos bilhões de dólares entre 1982 a 1990. E enquanto isto os princípios econômicos ignoram os direitos do trabalhador e do consumidor ..
Essas informações dados por Chomsky, foram publicadas aqui no Brasil pela Folha de São Paulo no dia 25 de abril de 1993. E ele é professor de linguística e Filosofia de Massachusset.
O chefe de governo da Índia na época Inder Kumar Gujral, acrescentou que durante três séculos a Europa e os Estados Unidos dominaram o mundo e quase toda a Ásia esteve sob o julgo colonial. Porém no XXI é diferente pois a Ásia e a costa do Pacífico podem superar o ocidente, em matéria de riqueza, tecnologia e capacitação de mão de obra. E a região produz quase a metade do Produto Interno Bruto mundial. E isto foi escrito em 1997 e que durante aproximadamente o mundo teria as seguintes potencia Japão, China e Índia.
Essa expectativas pensando nas vacinas para Covid-19, observo que a Índia e a China possuem uma ciência que está concorrendo em pé de igualdade com outros países industrializados. E cita que os Estados Unidos e seus aliados aqui no Ocidente encheram de artefatos nucleares, enquanto que a Índia não deseja isso a não ser que seja obrigada. e esse texto publicado na extinta revista Caderno do Terceiro mundo e uma matéria chamada "As imposições das grandes potencias" E pelo visto essas grandes potencias capitalista ditam as normas e as regras no mundo.
No texto de Theotônio dos Santos, também de 1993 no Caderno do Terceiro Mundo, ele fala que a recessão e a cria política pintam um dramático quadro da economia mundial em um momento de mudanças na civilização em conseqüência dos avanços científicos e tecnológicos. Numa matéria chamada "Fundo do poço" e neste contexto já analisa a China como o terceiro ou segundo Produto Interno Bruto apesar da baixa renda per capita. e neste texto o autor faz um balanço dos Estado Unidos assim como a forma de empreender dos russos vendendo coisa como ambulantes. E ele afirma que em 8 de julho de 1993 que na época houve uma tentativa de dirigir os destinos do mundo com o Grupo dos Sete, criado pelo presidente estadunidense Jimmy Carter, e tratavam de unir interesses de norte americanos, europeus e japoneses, para deter o avanço dos países em desenvolvimento, assim como os países de orientação politico social socialista.
Portanto os governantes ricos e industrializados tinham exatamente essa politica de interferir, de não colaborar, de não ser solidário e enfim de desgraçar o próximo, com as devidas boas intenções que cujo o inferno já está cheio e segue o processo de desigualdade, traçados pelos grandes capitalista. E se permitir houve um aumento das taxas de juros ocorridos no princípio dos anos 80 levou a crise das dívidas internas e exigiram dos países devedores que que estes pagassem os mesmos juros especulativos que o governo norte americano pagava ao resto do mundo para atrair capitais com o objetivo de cobrir seu próprio déficit.
Quando lemos Doug Hellinger, que era Membro do Comitê do Banco Mundial e fundador do Grupo para Politicas Alternativa GAP com sede em Washington, ele vai tratar exatamente dos países em desenvolvimento da África afirmando que as políticas de assistência da agencia estadunidense e do Fundo Monetário Internacional não levam em conta as necessidades reais do continente africano. E que esta no oi a primeira vez que no Norte se tenta definir com um enfoque próprios rumos que o desenvolvimento africano precisam tomar. O período posterior ao processo de descolonização pode ser caracterizado, em parte pela má administração que na verdade é um conceito em moda no Banco Mundial de certas elites africanas. Porém muitos destes dirigentes foram respaldados pelos países capitalistas ocidentais.
E centenas de milhares de dólares oram remetidos para programas de ajuda ao desenvolvimento que não serviram aos interesses do povo. E agora mesmo com o surgimento de dirigentes africanos que tentam combinar as tradições do continentes com as necessidades de modernização. Observa-se Estados Unidos sem prestar atenção neste movimento. E assim o Departamento do Tesouro de Estado , contam com a chamada equiescência do Congresso americano que tem exortado o Banco Mundial, o FMI e os funcionários da USAID a continuar a impulsionando programa de ajuste estrutural que produzirão com resultado desastrosos em todo o continente e esse fato foi publicado em 1991. Portanto esses ajustes à África são tores de empobrecimento do continente.
E por isto que concluo que essas política capitalistas que muito tem enchido os olhos das massas com uma propaganda intensa, promove mais a miséria como algo natural, naturalizada e aumenta a riqueza de poucos ou seja de empresas e de governos. E o no próprio texto consta que o Plano da ONU intitulado Programa das nações Unidas de Recuperação Econômica e Desenvolvimento da África (Pnureda, não produziu os resultados esperados, segundo manifestaram os ministros de Planejamento e finanças dos países do leste africanos que reuniram na capital do Quênia e estavam presentes Comores, Etiópias, Quênia, Mandagascar, Malaui, Ilhas Mauricio, Ilhas Seychelles, Tanzânia e Uganda. E viam que não houve êxito o programa da ONU.
E em 1987 uma pesquisa realizada pela Comissão Econômica para a África CEA, que trinta e três países tinham incorporados em seus plano de desenvolvimento as prioridades do Pnureda. Que eram desenvolvimento alimentar e agrícola, apoio à agricultura, plano para atenuar os efeitos da seca de desertificação e o desenvolvimento de recursos humanos.
Os programas receberam um financiamento abaixo do necessário, como a assistência oficial ao desenvolvimento da África AOD foi paralisada durante a experiência do Pnureda. Com isto apenas individuo mais e mais os países que no princípios já estavam endividados.
E é diante disto que refuto as palavras de Alain Torraine no início do texto que apresento, pois entendo sim o que é solidariedade, e que isto é apenas uma palavra de efeito, que não leva-se em conta em ação ou em respeito a quem de direito. Assim como ação solidaria, é a única coisa que se conta porém sem ter uma efetividade necessária, ou seja é usar agua benta num câncer que sabe que mata o paciente e que vai morrer assim, sem o tratamento devido pela medicina ou num exemplo melhor num uso de Cloroquina para Covid-19, sem nenhum resultado científico. Por outro lado recordo que o próprio Chomski, numa revista brasileira intitulado de Cult deixou bem evidenciado que Os Estados Unidos são poderosos Estado terrorista e que o Reino Unido não ica atrás. É estamos em pleno século XXI, porém minha base e o meu alicerce, provém de raízes fincadas neste sistema capitalista que tanto já maltratou o mundo, que tanto já criou misérias e que até o presente não apresentou soluções plausíveis. Por outro lado vemos que cresceu a extrema direita e ela surge quando o grau de desespero do sistema capitalista fica eminente, vimos um discurso falar em governo forte intervencionista, ditador e as pessoas caindo nestes equívocos que parece que estão antecipando o seu enterro, num belo caos.
Manoel Messias Pereira
Membro do Coletivo Negro Minervino de Oliveira de São José do Rio Preto
Membro da Academia de Letras do Brasil -ALB
Membro suplente do Conselho de Cultura para Negros e Indígenas de São José do Rio Preto- SP.
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