Artigo - Das raízes do Século XX para as lutas de Classe no Século XXI - Manoel Messias Pereira

 




Das raízes do Século XX,  para luta de classe  no Século XXI




Estamos no século XXI, porém a minha formação política social, a nossa construção universitária foi toda formatada com os valores desenvolvidos sociologicamente no Século XX. Portanto, no final do século XX, observamos muitos autores escrevendo nas revistas e nos jornais e com base, essas informações que tento ter uma visão das movimentações políticas dos agentes públicos e das ideologias neoliberais dos capitalistas do mundo. E entre esses textos, fundamentais nos seguintes autores, Alain Torraine, Noam Chomsky, Theotonio dos Santos, Doug Hellinger e Inder Kumar Gurjral.

Alain Torraine, teve um texto publicado no jornal brasileiro A Folha de S. Paulo, intitulado o Pacto humanitário. E neste texto ele expõe, uma ideia da Solidariedade e da Ação humanitária. O que ele dizia neste texto era que as formas vigente de solidariedade, muito onerosas para não afetar a fatores dos países, em razão dos preços relativamente altos. Isso conduz o espírito de solidariedade e duas novas chamadas.

A primeira consiste em transformar em emprego a ajuda aos desempregados. E é neste espírito que muitos países se empenham em baixar os encargos sociais que pesam sobre os empregos poucos, os mais expostos ao desemprego, substituindo os impostos extensivos a todas as classes de renda e não só aos salários. Ja na segunda forma de solidariedade, que assume uma importância cada vez maior, consiste em reconhecer a diversidade de crenças e práticas culturais, da mesma forma que aprendemos, ao deste século, a reconhecer os direitos sociais de várias categorias profissionais. Os direitos culturais consistem sempre em proteger as minorias. A democracia pela definição é a lei da maioria, mas exige, ao mesmo tempo, o respeito às minorias. Hoje,

Já em relação a ação humanitária ganhou corpo em nossa sociedade, num processo paralelo ao desemprego e à flexibilização do trabalho, nos países pobres, a ajuda de desenvolvido a medida das epidemias e da fome, da guerra que tornado cada vez mais dramática entre 1987 a 1993 e o numero de pessoas com rendas inferiores a 1 dólar por dia cresceu em 100 milhões. Hoje, a cifra já supera1,3 bilhões de pessoas.

E seria injusto porém criticar a ação humanitária. E ela própria é que lança um olhar severo crítico sobre as suas atividades reconhecendo que seus meios foram ineficazes e que suas ações serviram perversamente a um Estado autoritário e cita o caso da Etiópia.

Alain Torraine um sociólogo, diretor da Escola de alto Estudos em Ciência Sociais de Paris. Esse texto foi escrito em 3 de maio de 1998 na Folha de S. Paulo. E obvio que escolhi um fragmento para fazer os meus primeiros comentários.

O texto tem uma arguição sociológica importante quando trata da solidariedade e da ação pública em relação à miséria do mundo mas nunca deve esquecer que o mundo capitalista foi o fomentador da desgraça do mundo e o próprio país como a Etiópia passou por neo colonização, testas de ferro modelos políticos e sempre dentro de um marco o capitalismo o sistema em que cria-se uma miséria coletiva e acumula a riqueza de pouco.

E para colaborar exatamente com esse pensar observo o texto de Noam Chomsky chamado "Novos Senhores da humanidade, em que ele apontou que há uma nova ordem imperial que usa o o liberalismo de forma seletiva e gera no mundo mais pobres e mais ganhos para os poucos. E neste texto ele faz a seguinte menção neste fragmento escolhido "Tudo para nós, e nada para as outras pessoas" frase essa do liberal Adam Smith e segundo Chomsky ele tinha aproveitado ilusões para suas consequências.

Assim ele acrescenta  que essa mão invisível, irá destruir a possibilidade de existência humana decente a não ser que os governos se esforce para impedir como tais consequências. Irá destruir a comunidade o meio ambiente e os valores humanos em geral.

E Chomsky acrescenta então que no período de Smith os senhores da humanidade eram mercadores e manufatureiros que eram os principais arquitetos da política do Estado. Porém em nossa época os senhores são, cada vez mais as corporações supranacionais e as instituições financeiras que dominam a economia mundial incluindo o comercio internacional num sistema no qual 40% do comercio estadunidense ocorrem no interior das empresas administrativas centralmente pelas mãos invisiveis que controlam o planejamento , a produção e o investimento.

E nisto o Banco Mundial informa que as medidas protecionistas dos países industrializados elaboram conforme as rendas nacionais do sul no planeta. Ou seja dos países em desenvolvimento sustenta o grande capital. E isto vale para aquele exemplo dado por Torraine.

E essas práticas juntamente com o Programa editados pelo  Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial já ajudaram a dobrar a brecha entre os países ricos e pobres desde 1960 e como transferências dos países pobres para os ricos já chegaram quatrocentos bilhões de dólares entre 1982 a 1990. E enquanto isto os princípios econômicos ignoram os direitos do trabalhador e do consumidor ..

Essas informações dados por Chomsky, foram publicadas aqui no Brasil pela Folha de São Paulo no dia 25 de abril de 1993. E ele é professor de linguística e Filosofia de Massachusset.

O chefe de governo da Índia na época Inder Kumar Gujral, acrescentou que durante três séculos a Europa e os Estados Unidos dominaram o mundo e quase toda a Ásia esteve sob o julgo colonial. Porém no XXI é diferente pois a Ásia e a costa do Pacífico podem superar o ocidente, em matéria de riqueza, tecnologia e capacitação de mão de obra. E a região produz quase a metade do Produto Interno Bruto mundial. E isto foi escrito em 1997 e que durante aproximadamente o mundo teria as seguintes potencia Japão, China e Índia. 

Essa expectativas pensando nas vacinas para Covid-19, observo que a Índia e a China possuem uma ciência que está concorrendo em pé de igualdade com outros países industrializados. E cita que os Estados Unidos e seus aliados aqui no Ocidente encheram de artefatos nucleares, enquanto que a Índia não deseja isso a não ser que seja obrigada. e esse texto publicado na extinta revista Caderno do Terceiro mundo e uma matéria chamada "As imposições das grandes potencias" E pelo visto essas grandes potencias capitalista ditam as normas e as regras no mundo.

No texto de Theotônio dos Santos, também de 1993 no Caderno do Terceiro Mundo, ele fala que a recessão e a cria política pintam um dramático quadro da economia mundial em um momento de mudanças na civilização em conseqüência dos avanços científicos e tecnológicos. Numa matéria chamada "Fundo do poço" e neste contexto já analisa a China como o terceiro ou segundo Produto Interno Bruto apesar da baixa renda per capita. e neste texto o autor faz um balanço dos Estado Unidos assim como a forma de empreender dos russos vendendo coisa como ambulantes. E ele afirma que em 8 de julho de 1993 que na época houve uma tentativa de dirigir os destinos do mundo com o Grupo dos Sete, criado pelo presidente  estadunidense Jimmy Carter, e tratavam de unir interesses de norte americanos, europeus e japoneses, para deter o avanço dos países em desenvolvimento, assim como os países de orientação politico social socialista.

Portanto os governantes ricos e industrializados tinham exatamente essa politica de interferir, de não colaborar, de não ser solidário e enfim de desgraçar o próximo, com as  devidas boas intenções que cujo o inferno já está cheio e segue o processo de desigualdade, traçados pelos grandes capitalista. E se permitir houve um aumento das taxas  de juros ocorridos no princípio dos anos 80 levou a crise das dívidas internas e exigiram dos países devedores que que estes pagassem os mesmos juros especulativos que o governo norte americano pagava ao resto do mundo para atrair capitais com o objetivo de cobrir seu próprio déficit.

Quando lemos Doug Hellinger, que era Membro do Comitê do Banco Mundial e fundador  do Grupo para Politicas  Alternativa GAP com sede em Washington, ele vai tratar exatamente dos países em desenvolvimento da África afirmando que as políticas de assistência da agencia estadunidense e do Fundo Monetário Internacional não levam em conta as necessidades reais do continente africano. E que esta no oi a primeira vez que no Norte se tenta definir com um enfoque próprios rumos que o desenvolvimento africano precisam tomar. O período posterior ao processo de descolonização pode ser caracterizado, em parte pela má administração que na verdade é um conceito em moda no Banco Mundial de certas elites africanas. Porém muitos destes dirigentes foram respaldados pelos países capitalistas ocidentais.

E centenas de milhares de dólares oram remetidos para programas de ajuda ao desenvolvimento que não serviram aos interesses do povo. E agora mesmo com o surgimento de dirigentes africanos que tentam combinar  as tradições do continentes com as necessidades de modernização. Observa-se Estados Unidos sem prestar atenção neste movimento. E assim o Departamento do Tesouro de Estado , contam com a chamada equiescência do Congresso americano que tem exortado o Banco Mundial, o FMI e os funcionários da  USAID a continuar a impulsionando programa de ajuste estrutural que produzirão com resultado desastrosos em todo o continente e esse fato foi publicado em 1991. Portanto esses ajustes à África são tores de empobrecimento do continente.

E por isto que concluo que essas política capitalistas que muito tem enchido os olhos das massas com uma propaganda intensa, promove mais a miséria como algo natural, naturalizada e aumenta a riqueza de poucos ou seja de empresas e de governos. E o no próprio texto consta que o Plano da ONU intitulado Programa das nações Unidas de Recuperação Econômica e Desenvolvimento da África (Pnureda, não produziu os resultados esperados, segundo manifestaram os ministros  de Planejamento e finanças  dos países do leste africanos que reuniram na capital do Quênia e estavam presentes Comores, Etiópias, Quênia, Mandagascar, Malaui, Ilhas Mauricio, Ilhas Seychelles, Tanzânia e Uganda. E viam que não houve êxito o programa da ONU. 

E em 1987 uma pesquisa realizada pela Comissão Econômica para a África CEA, que trinta e três países tinham incorporados em seus plano de desenvolvimento as prioridades do Pnureda. Que eram desenvolvimento alimentar e agrícola, apoio à agricultura, plano para atenuar os efeitos da seca de desertificação e o desenvolvimento de recursos humanos.

Os programas receberam um financiamento abaixo  do necessário, como a assistência oficial ao desenvolvimento da África AOD foi paralisada durante a experiência do Pnureda. Com isto apenas individuo mais e mais os países que no princípios já estavam endividados.

E é diante disto que refuto as palavras de Alain Torraine no início do texto que apresento, pois entendo sim o que é solidariedade, e que isto é apenas uma palavra de efeito, que não leva-se em conta em ação ou em respeito a quem de direito. Assim como ação solidaria, é a única coisa que se conta porém sem ter uma efetividade necessária, ou seja é usar agua benta num câncer que sabe que mata o paciente e que vai morrer assim, sem o tratamento devido pela medicina ou num exemplo melhor num uso de Cloroquina para Covid-19, sem nenhum resultado científico. Por outro lado recordo que o próprio Chomski, numa revista brasileira intitulado de Cult deixou bem evidenciado que Os Estados Unidos são poderosos Estado terrorista e que o Reino Unido não ica atrás. É estamos em pleno século XXI, porém minha base e o meu alicerce, provém de raízes fincadas neste sistema capitalista que tanto já maltratou o mundo, que tanto já criou misérias e que até o presente não apresentou soluções plausíveis. Por outro lado vemos que cresceu a extrema direita e ela surge quando o grau de desespero do sistema capitalista fica eminente, vimos um discurso falar em governo forte intervencionista, ditador e as pessoas caindo nestes equívocos que parece que estão antecipando o seu enterro, num belo caos.


Manoel Messias Pereira

professor de história
Membro do Coletivo Negro Minervino de Oliveira de São José do Rio Preto
Membro da Academia de Letras do Brasil -ALB
Membro suplente do Conselho de Cultura para Negros e Indígenas de São José do Rio Preto- SP.



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