Artigo - Dia 2 de março - Dia da Mulher Angolana - Manoel Messias Pereira

 




Dia da Mulher Angolana




O dia 2 de março, é a data em que comemora-se o "O dia da Mulher Angolana". E observando um fragmento de um discurso da escritora angolana Maria Celestina Fernandes, da Associação de escritores Angolanos ela recordava que em 1967, um grupo de mulheres nacionalistas que lutavam lado a lado com os homens e com os mesmos ideais de liberdade e independência foram sequestradas e assassinadas na base do FNLA. Essas mulheres que contribuíram com esses ideais tão nobres não poderiam, jamais seresm esquecidas e sim eternizadas, a  pois deram  a vida, ganharam e assim merecem o reconhecimento como heroínas na história, da República de Angola.

Em sua memória em 1968 passaram a serem lembradas com o Dia da Mulher Angolana. Hoje uma república democrática que passa a entender e a respeitar com   todas as sensibilidades. E medita, reflete em torno da união de todas as mulheres angolanas, que busca levar conscientemente a emancipação feminina naquele País.

É de recordar que em 1977 a preocupação dos líderes da África Austral era o compromisso através da Declaração de SADC sobre gênero e desenvolvimento até 2005. Pois naquele momento apenas 30 % das mulheres ocupavam posições na estrutura politica de decisões. O que levaram os governos daquela região começar a trabalhar com um programa sério e fazer grandes investimentos na formação técnica e científica das mulheres.

Porém sabemos que ainda hoje muita coisa é preciso tomar novos rumos, pois dos 120 escritores efetivo da Associação dos Escritores Angolanos somente 12.1% são do sexo feminino. Na Universidade Agostinho Neto entre 7916 pessoas do corpo discentes apenas 38% são do sexo feminino. E na educação básica temos uma evasão das alunas antes de chegar a universidade. Porém há uma verdade ou um ditado que toma conta do Estado. Quando se educa uma mulher educa-se uma família.

Hoje Angola possui a  OMA - Organização da Mulher Angolana, a maior organização social do País com 2 milhões e quinhentos mil filiados, com 49 mil seções no interior e hoje também no exterior, cujo o Movimento Popular de Libertação de Angola - MPLA, tem 51% do total das mulheres militantes. Ela foi fundada em 1962, como ala feminina do MPLA tem uma influência crucial nas forças guerreira dentro e fora do país.

Lembrar a OMA é refletir sobre a grande importância destas militantes, como as heroínas Deolinda Rodrigues Francisco de Almeida, Lucrecia Paim, Engracia dos Santos (Maria Mmba Café) , Irene Cohen, e Teresa Afonso. A importância destas mulheres iguala a da rainha Ginga Mbandi, fervorosa contra a vinda dos portugueses em 1575.

A OMA que tem como como coordenadora Nacional a senhora Luzia Inglês, que por diversas vezes apelou a todos as mulheres para continuarem firme e na luta, pela unidade nacional pela coesão de princípios pela consolidação da democracia e na defesa das instituições legalmente instituídas.

Na mensagem do presidente da República Sr. João Lourenço neste ano ele reconhece o papel da mulher como esteio da multiplicidade de tarefas quotidiana e que concorrem com a elevação dos níveis de educação, patriotismo, aperfeiçoando habilidades das crianças e dos jovens que terão a missão histórica de assegurar a perenidade da  Pátria. A mulher angolana continua ser decisivo para o resgate de valores civico e morais numa entrega na luta contra as injustiças e a discriminação.

Saudamos nesta oportunidade a todos do MPLA, por manter o compromisso de promover ações de índole politico, social, cultural e de formação para dignificar os antigos combatentes e veteranos da pátria e seus familiares. E com todos os gestos nunca esquecerem do grande herói Agostinho Neto, que continua a ser o guia imortal da Revolução Angolana. E estendemos os cumprimentos para todas essas mulheres, lindas guerreiras e que muito contribuem para o bom andamento de uma angola em paz. E repetindo o slogan quem educa uma mulher, ensina uma família. 


Viva todas as mulheres de Angola


Manoel Messias Pereira

professor de história

Membro do Coletivo negro Minervino de Oliveira de São José do Rio Preto- SP.




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